Manutenção do Sistema de Transmissão Automotiva

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A manutenção preventiva no sistema de transmissão do automóvel deve obedecer aos mesmos requisitos de manutenção dos outros sistemas no automóvel, ou seja, seguindo rigorosamente um plano de manutenção preventiva.

Com determinado prazo e determinada quilometragem devemos nos atentar aos itens de maior desgaste no sistema, como o desgaste de embreagem, que pode ser percebido conforme a sua utilização, podendo estar mais alta ou mais baixa, em relação a posição do pedal.
O sistema de acionamento da embreagem também deve ser inspecionado. Tanto se o sistema for acionado pela transmissão de um cabo, como também, se for acionada por circuito hidráulico.

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[Disco e Platô, componentes de fricção e desgaste]

A inspeção de manutenção deve ocorrer também com a verificação dos engates de marchas, verificando a precisão e facilidade do engate, que não deve apresentar dificuldades e “arranhamentos” ao engatar. Ruídos de rolamentos também devem ser verificados  quanto a sua normalidade.
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[Conjunto de engate, pode haver desgaste e “arranhamentos”]

Os componentes dentro da caixa, como engrenagens, eixos, travas e rolamentos só podem ser verificados numa possível abertura da carcaça da caixa de câmbio. O óleo lubrificante da caixa de câmbio deve ser verificado quanto ao nível e o prazo de troca.

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[Conjunto de trava de engrenagem]

As condições dos eixos e dos semi-eixos  de saída de transmissão, quanto a empenamentos, trincas e dobras devem ser observadas pelo reparador, assim como, a situação das juntas de articulação (homocinéticas, trizetas ou cruzetas), nas saídas da caixa e perto das rodas do veículo.

Texto e Imagem: Gionei da Rocha