10º Título dos Motores Renault na F-1

Postado em: 10/2011

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A Renault e a Renault Sport F1 – divisão esportiva responsável pelo compromisso da Renault na Fórmula 1 como fornecedora de motores e tecnologia – parabenizam a Red Bull Racing pela vitória no Campeonato Mundial de Construtores de 2011, durante o GP da Coreia.

O bicampeonato do Mundial de Construtores foi conquistado após a vitória de Sebastian Vettel e terceira colocação de Mark Webber, ambos pilotos da equipe Red Bull Racing, no GP da Coréia. Vettel venceu a corrida com mais de 12 segundos de vantagem sobre Lewis Hamilton. Bruno Senna, da Lotus Renault GP, terminou em 13º lugar, duas posições à frente da sua classificação inicial, enquanto que Vitaly Petrov abandonou a prova na 17ª volta, por conta dos danos causados durante um incidente. A Equipe Lotus teve um bom desempenho com Heikki Kovalainen, que terminou em 14º, à frente dos dois carros da equipe Sauber , enquanto o seu colegada de equipe, Jarno Trulli, terminou na 17ª posição.

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Red Bull Racing- Renault: uma parceria vitoriosa
A parceria Red Bull Racing-Renault teve inicio em 2007, quando o motor Renault RS27, o V8 de 2,4 litros desenvolvido no centro de pesquisas de Viry-Châtillon, foi integrado aos chassis da Red Bull Racing. Em pouco mais de quatro anos de parceria, o RS27 permitiu que a Red Bull conquistasse 25 vitórias, dois campeonatos e 1.262,5 pontos.

Recentemente, esta colaboração foi prolongada por um período adicional de cinco anos, até o fim de 2016. Durante este período, a Red Bull Technology e a Renault criarão uma joint venture técnica, que desenvolverá unidades de força adaptadas à nova regulamentação de motores, que deve entrar em vigor em 2014.

Jean-François Caubet, Diretor Geral da Renault Sport F1, comentou: “Todos os colaboradores da Renault querem dar os parabéns aos nossos parceiros da Red Bull Racing pelo bicampeonato do Mundial de Construtores. Estamos muito felizes, pois todos os esforços empreendidos com o objetivo de oferecer motores competitivos e confiáveis permitiram que a Red Bull Racing atingisse o seu potencial máximo. Graças a uma grande compreensão das exigências de cada um, a parceria Red Bull-Renault se fortaleceu com o passar do tempo. É uma excelente base para dar início à nossa joint venture técnica, com foco nos novos motores, e dá uma ideia do que se pode conseguir quando uma parceria é administrada corretamente.”

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Carlos Ghosn, Presidente da Aliança Renault-Nissan, declarou: “Nossos parabéns à Red Bull Racing por esta nova vitória, que permite que a Renault esteja associada a um título de construtores pela 10ª vez. Esta premiação é a vitrine do know-how tecnológico da Renault e aumenta a visibilidade da marca pelo mundo.”

Os 34 anos de experiência em circuitos são uma vantagem inegável para a Renault, que utilizou a F1 como laboratório de testes tecnológicos, permitindo desenvolver e testar as tecnologias dos motores do futuro em condições extremas. Estas inovações serão utilizadas principalmente para melhorar a performance dos motores da próxima geração, reduzindo o consumo de combustível dos veículos de série.

10 vezes campeã do Mundial de Construtores e 9 títulos do Mundial de Pilotos.
O bicampeonato do Mundial de Construtores conquistado pela Red Bull Racing-Renault representa a 10ª vez em que um motor Renault levou um construtor a conquista desse título:

1992: Nigel Mansell, Williams = O inglês Nigel Mansell deu à Renault o seu primeiro título mundial. Pilotando uma Williams motorizada pelo motor Renault RS4, Mansell deu início à temporada com cinco vitórias consecutivas. O seu domínio foi mantido no decorrer de todo o ano, tendo sido consagrado durante o GP da Hungria – ou seja, já na 11ª prova da temporada. O título de construtor foi obtido na prova seguinte, no GP da Bélgica. Na contagem do final, a Renault havia ganhado 10 corridas, conquistado 15 pole positions, feito 11 melhores voltas e obtido 6 dobradinhas.

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1993: Alain Prost, Williams = A Williams-Renault estava sempre na ponta da inovação tecnológica e conquistou os títulos de pilotos e construtores pela segunda temporada consecutiva. O RS25 foi otimizado: ao retornar à F1 depois de um ano sabático, Alain Prost assumiu uma disputa acirrada contra Ayrton Senna, o seu antigo adversário. Após três corridas, o brasileiro estava à frente na classificação, mas Prost venceu quatro vitórias consecutivas na metade da temporada e conquistou o Mundial de Pilotos durante o GP de Portugal. A Williams-Renault terminou a temporada com 10 vitórias, sete para Prost e três para o seu colega de equipe, o inglês Damon Hill, com 15 pole positions em 16 corridas, 10 melhores voltas e 22 pódios. A Renault também contabilizou 50 vitórias na Fórmula 1.

1994: Williams-Renault = Após dois bicampeonatos dos Mundiais de Pilotos e de Construtores durante as temporadas anteriores, a Renault conquistou um novo título de construtores com a Williams, em 1994, mas a temporada foi marcada pelo acidente fatal com Ayrton Senna, em Imola.

1995: Michael Schumacher, Benetton = Naquele ano, a nova regulamentação era o ponto alto: a cilindrada dos motores era limitada a 3.0 litros. A Renault fornecia à Benetton o então novíssimo RS27, e Michael Schumacher acumulou 9 vitórias e conquistou, pela segunda vez consecutiva, o Mundial de Pilotos. A Renault manteve a sua colaboração com a Williams e, com isso, naquela temporada, o motor Renault deixou escapar apenas uma vitória no ano. Os pilotos motorizados pela Renault ocuparam as 4 primeiras colocações do campeonato de Pilotos.

1996: Damon Hill, Williams = A equipe Williams voltou a ser protagonista e Damon Hill conquistou o título de campeão do mundo à frente de seu companheiro de equipe, Jacques Villeneuve. O piloto britânico se tornou o único filho de campeão de F1 a ser coroado campeão mundial. Hill venceu 8 vezes, com 3 vitórias seguidas durante três GP da temporada, mas ele só se consagrou ao final da última prova da temporada, no Japão.

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1997: Jacques Villeneuve, Williams = Após um belíssimo começo na temporada anterior, Jacques Villeneuve se tornou o piloto número 1 da Williams e começou a luta pelo troféu com o bicampeão do mundo Michael Schumacher. O canadense ganhou 7 corridas e ocupou 10 pole positions, mas a decisão aconteceu apenas no último GP, em Jerez de la Frontera. Após uma colisão bastante controversa, que fez Schumacher abandonar a prova – o alemão foi desqualificado do campeonato devido àquela manobra –, Villeneuve se tornou campeão do mundo. Ao final do ano, após 6 títulos consecutivos, a Renault se retirou da Fórmula 1 como fornecedora oficial de motores, mas manteve um observatório tecnológico e os seus V10 continuaram a equipar os carros das equipes Williams, BAR e Arrows.

2005: Fernando Alonso, Renault = Após ter deixado a F1 ao final da temporada de 1997, a Renault se tornou, em 2002, não apenas um simples fornecedor de motores, mas uma equipe independente. Encabeçada por Fernando Alonso, a equipe realizou enormes progressos com o decorrer dos anos. Pilotando o modelo R25, o espanhol se tornou campeão do mundo em 2005, durante o GP do Brasil. Na ocasião, ele se tornou o campeão do mundo mais jovem da história, com 24 anos e 59 dias, batendo o recorde de Emerson Fittipaldi. A Renault também conquistou o título de construtores.

2006: Fernando Alonso, Renault = Em 2006, uma nova era se iniciou: após excelentes conquistas, os propulsores V10 cederam lugar aos V8: o RS26 se tornou o primeiro 8 cilindros da marca do Renault. Este novo motor levou Alonso ao bicampeonato mundial, com 7 vitórias, dentre as quais a do cobiçado GP de Mônaco. A Renault garantiu a transição dos V10 para os V8, tornando-se o último construtor a vencer com um V10 e o primeiro com um V8. Alonso se tornou o mais jovem bicampeão do mundo da história, enquanto que a Renault conquistou o título do Mundial de Construtores, com 5 pontos à frente da Ferrari.

2010: Sebastian Vettel, Renault = Em 2007, a Renault tomou a decisão de fornecer os seus motores a outras equipes, iniciando, assim, uma fértil parceria com a Red Bull Racing, cujo diretor técnico é Adrian Newey, um homem que esteve lado a lado com a marca Renault na época da Willians. Um combate intenso foi travado entre a Red Bull, a McLaren e a Ferrari, e Sebastian Vettel conquistou o título de campeão do mundo durante a última prova da temporada, em Abu Dhabi, tornando-se o mais jovem campeão do mundo da história. A Renault acumulou 9 vitórias no total, ocupando os três degraus do pódio no GP de Mônaco, um fato inédito até então.

Texto e imagens: Press Release Renault



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