Transmissão Mecânica, Robotizada e Automática

Postado em: 05/2011

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Vamos conhecer a diferença entre as transmissões mais aplicadas nos automóveis atuais. Seus conceitos, desenvolvimento e tecnologia aplicada aos câmbios que têm por finalidade em comum transmitir, através da relação de velocidades, a força e rotação até as rodas do veículo..

Começamos pela transmissão mecânica, já vista em outra matéria aqui no infomotor. A transmissão mecânica utiliza a relação de marchas por engrenagens fixas e casadas umas com as outras de modo que, através de um sistema de freio, retardo e sincronismo, se possa engatar uma marcha ou relação de velocidade escolhida pelo motorista.

Basicamente temos um eixo de saída de força vindo do motor passando primeiramente pelo sistema de acoplamento, também conhecido como embreagem, até o contato com o eixo primário ou árvore primária com várias engrenagens acopladas. Estas engrenagens se acoplam com as engrenagens do eixo secundário realizando a relação, sempre entre duas engrenagens, na qual é previamente selecionada pelo motorista. Tudo é mecânico, desde o acionamento da embreagem pelo motorista, seleção de marcha por alavanca até o acoplamento e relação de marchas dentro do câmbio.
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[Eixo primário e secundário de um câmbio de relação e acionamento mecânico]

Com o câmbio automatizado temos algumas mudanças. A caixa robotizada ou automatizada mantém os mesmos princípios mecânicos dentro do câmbio, ou seja, a embreagem os eixos primários e secundários, bem como, o sistema de retardo, freio e sincronização permanecem os mesmos das caixas mecânicas. As mudanças acontecem justamente nos pontos de interferência do motorista com o sistema. Agora, para fazer o acionamento da embreagem o sistema conta com servos-atuadores, assim como, o engate da marcha também é realizado pelos mesmos dispositivos. Desta maneira o motorista apenas acelera e freia e a mudança de marcha é realizada como se fosse um robô mexendo a manopla de câmbio das marchas e acionando a embreagem. Os servos-atuadores são atuadores elétricos ou hidráulicos, dependendo do sistema e são gerenciados por uma série de sensores, em parceria com a injeção eletrônica e sistema de freio inclusive, que mandam informações para um módulo de controle. No módulo de controle existe uma rotina específica programada que vai atuar junto ao câmbio, através dos servos, selecionando as melhores marchas para cada situação solicitada.

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[Câmbio Automatizado ou Robotizado C 510 Fiat]

Nas transmissões automáticas temos um conceito um pouco diferente. Primeiramente as transmissões puramente automáticas não dispõem de embreagem mecânica. A transmissão de rotação do motor é enviada ao câmbio através do conversor de torque, um sistema hidráulico de transferência de força, daí também a comum denominação “hidramática”. O ruído de patinamento ou escorregamento que escutamos comumente nos carros automáticos provém do conversor de torque. Internamente o câmbio automático também dispõe de engrenagens de relação e cada marcha contém um pacote de travamento de saída conforme seleção do sistema ou do motorista. Assim uma bomba hidráulica gera vazão de fluido até um conjunto de eletro válvulas que direciona a passagem de fluido para cada pacote de marcha. Normalmente, através de um sistema gerenciador, a eletro válvula correspondente a cada pacote de engate é acionada, desta maneira, o fluido chega a ao pacote de travamento das marchas e trava a relação no eixo de saída, por isso chamamos de sistema automático. Para cada relação há uma válvula e um pacote de engate e trava. O acionamento também pode ser feito pelo motorista que pode acionar as eletro válvulas através da alavanca de acionamento das marchas ou por controles atrás do volante de direção também conhecidos como paddle-shift.

Texto: Gionei da Rocha
Imagens: copyright
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