KERS, Kinetic Energy Recovery Systems

Postado em: 04/2009

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Ultimamente a Formula 1 anda badalada, não só pelo “status e glamour” da categoria, mas pelas novas regras e a parte técnica, com a criação do sistema KERS, para 2009, as equipes menores estão na frente e as equipes grandes começam a se preocupar.

Não é de hoje que a Formula 1 é o grande laboratório da indústria automobilística, todos os sistemas que conhecemos hoje como tecnológico, que equipam os carros de rua, um dia foram protótipos de testes na F1.
Sempre impulsionada pela necessidade, a Formula 1 gasta quantias absurdas no desenvolvimento de tecnologia que beneficiam os automóveis, seja para gerar mais potência, menor consumo, seja para gerar mais estabilidade e conforto.
A necessidade do momento é a redução do consumo de combustível, fomentada pela nova ordem mundial de redução dos gases de efeito estufa a Formula 1 desenvolveu uma tecnologia que gera potência extra aproveitando a energia cinética do carro em freadas possibilitando o seu uso e reduzindo o consumo.
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[Imagem: Copyright seriouswheels, Ferrari F60 2009]

Este sistema se chama KERS, traduzindo, sistema regenerativo de energia cinética. Quando o carro de F1 desacelera, assim como qualquer veículo de rua, não existe nem um tipo de força do motor aplicada sobre ele, portanto nesse momento não gasta combustível, porém, sobre ele incide uma força chamada de cinética, a qual mantém o carro embalado.
Esta força é cortada pelos freios, reduzindo a velocidade do veículo, então os engenheiros resolveram aproveitar esta força para gerar eletricidade. O sistema KERS conta com um alternador/motor ligado ao eixo das rodas. Quando o carro estiver desacelerando o alternador começa aproveitar a rotação da desaceleração e carrega uma bateria que fica no assoalho do carro.
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[Imagem: Copyright seriouswhells, Renault-F1-R29]

Quando cheia, a bateria tem carga suficiente para gerar força, o alternador transforma-se em um motor de corrente contínua e recebe a carga da bateria, para isso, um módulo gerencia todo sistema.

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[Imagem: Copyright seriouswheels, Ferrari F60]

O motor é capaz de gerar uma força adicional de 80 CV, por até 6,6 segundos por volta. O sistema ocupa espaço e o Formula 1 perde cerca de 15Kg em combustível no tanque. A grande vantagem é que temos um sistema que não gasta nem emite, combustível e gases nocivos no escapamento. Quem sabe daqui uns dias teremos este sistema equipando os automóveis de rua.

Texto: Gionei da Rocha
Imagem: Copyright seriouswheels



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